É por estas e por outras que na minha cozinha não se cozinham hóstias. Somos pouco católicos (entre outras) e gostamos muito do primeiro pecado capital. Porque lavagens cerebrais e dogmas incoerentes, onde reinam a culpa e o medo em prol da suposta protecção divina, não têm espaço entre estas panelas sagradas da vida. Venha a nós a gula e seja feita a nossa vontade de cozinhar os mais deliciosos petiscos. Sem obrigações.
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terça-feira, agosto 07, 2012
Cozinha pouco católica
É por estas e por outras que na minha cozinha não se cozinham hóstias. Somos pouco católicos (entre outras) e gostamos muito do primeiro pecado capital. Porque lavagens cerebrais e dogmas incoerentes, onde reinam a culpa e o medo em prol da suposta protecção divina, não têm espaço entre estas panelas sagradas da vida. Venha a nós a gula e seja feita a nossa vontade de cozinhar os mais deliciosos petiscos. Sem obrigações.
domingo, novembro 25, 2007
Do cabaret para os doces conventuais
Ingredientes:
1 coro de gospel
kgs vitalidade extra
Receita:
Bate-se o coro de gospel durante duas horas, com muitos kg de vitalidade. Serve-se em tacinhas, onde cada um acredita no que quer.
Explicações:
Se houve filme cuja gravação em VHS muitas vezes rodou no meu velhinho vídeo foi o "Do Cabaret para o Convento". Durante uns bons anos cantva o "Oh Happy Day" desalmadamente e imaginava-me num daqueles coros, com uma batina, a bater palmas e a dizer "Aleluuuuuuuia". Uma contradição, uma vez que a minha veia religiosa é inexistente.
Ontem tive a oportunidade de assistir pela primeira vez a um concerto de gospel. Até os meus tornozelos ficaram arrepiados. A energia, a alegria, a vitalidade que emanava aquele grupo de pessoal português, à partida tão parecido comigo, fez-me vibrar. Durante cerca de duas horas deixei-me levar pela palavra do "Senhor", cantada. Embora sejam letras quase sempre com carácter religioso, a verdade é que podemos adaptá-las a qualquer que seja a nossa ideologia. "Him" ou "The Lord", na minha cabeça transformou-se em tudo menos em Deus. Não poderá ser este senhor simplesmente um reflexo da nossa força de vontade? Da nossa capacidade de acreditarmos em nós mesmos?
Culinariamente falando, ouvir este coro foi equivalente a comer uma bela doçaria conventual. Daquelas que nos deixam satisfeitos até à alma.
Aqui fica uma das interpretações do Faith Gospel Choir:
1 coro de gospel
kgs vitalidade extra
Receita:
Bate-se o coro de gospel durante duas horas, com muitos kg de vitalidade. Serve-se em tacinhas, onde cada um acredita no que quer.
Explicações:
Se houve filme cuja gravação em VHS muitas vezes rodou no meu velhinho vídeo foi o "Do Cabaret para o Convento". Durante uns bons anos cantva o "Oh Happy Day" desalmadamente e imaginava-me num daqueles coros, com uma batina, a bater palmas e a dizer "Aleluuuuuuuia". Uma contradição, uma vez que a minha veia religiosa é inexistente.
Ontem tive a oportunidade de assistir pela primeira vez a um concerto de gospel. Até os meus tornozelos ficaram arrepiados. A energia, a alegria, a vitalidade que emanava aquele grupo de pessoal português, à partida tão parecido comigo, fez-me vibrar. Durante cerca de duas horas deixei-me levar pela palavra do "Senhor", cantada. Embora sejam letras quase sempre com carácter religioso, a verdade é que podemos adaptá-las a qualquer que seja a nossa ideologia. "Him" ou "The Lord", na minha cabeça transformou-se em tudo menos em Deus. Não poderá ser este senhor simplesmente um reflexo da nossa força de vontade? Da nossa capacidade de acreditarmos em nós mesmos?
Culinariamente falando, ouvir este coro foi equivalente a comer uma bela doçaria conventual. Daquelas que nos deixam satisfeitos até à alma.
Aqui fica uma das interpretações do Faith Gospel Choir:
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