segunda-feira, dezembro 15, 2014

Carne vs vegetais

Ninguém que realmente goste de comer carne passa para o lado vegetariano da vida de ânimo leve. A decisão custa, mas quando os prós e contras chegam à balança, os resultados dão que pensar.

A carne sai cara e muitas vezes nem sequer dá à arte de a cozinhar a sua merecida dignidade. Quando consumida durante demasiados anos seguidos, a conta final pode tornar intolerável qualquer tentativa de gestão culinária da vida. Mas sabe bem e chega mesmo a ser viciante. 

Por mais que a saúde reclame há sempre espaço no estomago para mais um bocadinho, mesmo quando os acompanhamentos mais indigestos insistem em provocar azia. Não importa que tenha de ser cozinhada a correr e que na maioria das vezes a tenhamos de comer quase em sangue. Quando se gosta, gosta. E a capacidade de a consumir, ora bem, ora mal passada, parece inesgotável. Até um dia.

E esse dia chegou. A perspectiva de uma gestão mais digna da cozinha ditou grande parte da decisão. A necessidade de desintoxicação também. A saúde agradece, a carteira também. A língua, essa já consegue estalar ao experimentar novos sabores. Sempre teve essa capacidade. O estomago adapta-se, entusiasma-se, aprende a comer com calma, sem se sentir culpado por isso. Mas a verdade é que quem gosta de carne, gostará sempre. E de uma forma ou de outra ela vai estar sempre presente no meu menu. Mesmo que já não seja o prato principal.


quinta-feira, dezembro 11, 2014

Back!


Passou quase um ano. A cozinha passou por limpezas, arrumações, mudanças. E agora vai reabir. Porque a culinária da vida deve ser saboreada.

terça-feira, janeiro 21, 2014

Sopa de inquietação


Há sopas que se cozinham uma vida inteira em lume brando. Esta é uma delas. A inquietação não é um ingrediente que se possa cozinhar com as regras de um livro de receitas. Não há fórmulas mágicas. Nem há temporizadores no mundo que consigam apitar o momento em que ela está pronta a sair do tacho.  

Há quem a ache indigesta. Eu acho-a essencial. Mesmo quando me deixa o estomago às voltas. Mesmo quando o meu peito parece um campo de batalha. Porque é ela, com toda a incoerência que isto possa ter. que também dá mais cor ao meu fogão. Que me faz querer cozinhar mais longe. Que me faz sorrir a cada nova colherada. Que me traz esta calma inquieta. E a sopa sabe definitivamente melhor assim.


quarta-feira, agosto 14, 2013

Franguinho à la BDSM




Quem achava que a trilogia das “Cinquenta Sombras de Grey” era apenas uma bela malagueta para saborear, em nada prejudicial para o estômago, teve esta semana um alerta. Ao que parece o livro que tem apimentado as cozinhas de casais um pouco por todo o mundo e tem deixado as adolescentes cheias de vontade de viverem um romance assim faz um apelo claro à permissão da violência psicológica dentro da relação. E quanto a isto não há mel que possa adoçar a análise da equipa de investigação. Espreitem aqui para saberem um bocadinho mais sobre isto.



terça-feira, agosto 13, 2013

Gula pornográfica vs gula real

Sempre achei que a culinária era uma metáfora perfeita para tudo na vida. Até mesmo para explicar a diferença entre pornografia e sexo na vida real. Ora deleitem-se lá com este pitéu:

sexta-feira, agosto 09, 2013

Ketchup?


Quem nunca levou com uma bisnagada não sabe quão perigosamente deliciosa pode ser esta brincadeira. Consta que em Lisboa está a decorrer uma batalha secreta, onde todos podemos revelar o bocadinho de Dexter que há em nós. Com assassinos, cúmplices e vítimas gastronómicas. Mas sem riscos de envenenamentos ou paragens de digestão. Até porque a regra número um é ter uma pitada de bom-humor e sensatez qb. O resultado, asseguro-vos, tem pouco de sangrento. Sem direito a ketchup ou a carne ensanguentada. 

Hoje acabei por ser morta à porta da cozinha com um esguicho certeiro. Daqueles que nos fazem cair para o lado… de tanto rir. E soube-me bem. Porque nem tudo na culinária da vida deve ser levado a sério.



sexta-feira, março 01, 2013