Nos últimos dias falaram-me muito de café turco. Reza a lenda, mantida ainda por tanta gente nos dias de hoje, que o futuro pode ser lido na borra que fica no fim. Mas aqui na cozinha o que gostamos mesmo de beber é o café cósmico... onde o creme fala mais alto e revela aquilo que nós somos e queremos. E a vontade de beber o mundo é a sina que há no meu.
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segunda-feira, agosto 20, 2012
segunda-feira, agosto 06, 2012
Torradas de pão de forma
Só quem nunca teve a sorte de as comer é que pode dizer que este pão é artificial. Torradas de Panrico bem tostadas do sol, com um
bocadinho da manteiga derretida do meu coração em cima e uma dose de doçura de morango, para arrematar, são de comer e chorar por mais. Salpicado pelo sal do mar ou pelas Estrelitas dessa
grande tijela que é o céu no meio do campo, o pão de forma é a comida oficial
deste verão. Porque andar com o pé na estrada faz bem ao estomago.
quarta-feira, agosto 01, 2012
Pizza com sabor a Oriente
Por falar em verão e férias, a minha cozinha começou a cheirar a lahmacun. É feita no forno a lenha, leva molho de tomate e carne picada, mas não tem nada de italiana. Parece uma pizza, mas não é. Pode também parecer, à partida, bem ocidental, mas no fundo tem um paladar mais do oriente. E consta que é uma das iguarias que vai passar pelo meu menu quando fizer a minha merecida pausa anual. Lá para os lados da Turquia.
Penso nisto enquanto folheio o livro de receitas turcas e concluo que gosto destes pratos onde nem tudo é o que parece e os sabores se misturam lentamente após se darem a conhecer. Porque na culinária da vida, os melhores pratos são aqueles que se vão descobrindo aos poucos. Com avidez constante.
quarta-feira, setembro 21, 2011
Caril de amor
"Ela vale tudo para mim. Tornou-se na razao da minha vida. Vou casar por amor"
O caril, de uma casta mais baixa de ingredientes que a da sua amada, sorria enquanto me contava isto com todo o seu entusiasmo. Nao havia pitada de picante nas suas palavras. Mas deixou-me a alma a arder.
Em plena India apercebo-me (mais uma vez) que nem todas as cozinhas tem o direito a amar. E que quem o tem, esquece-se (demasiadas vezes) da sua importancia. Eu nao vou esquecer.
Em plena India apercebo-me (mais uma vez) que nem todas as cozinhas tem o direito a amar. E que quem o tem, esquece-se (demasiadas vezes) da sua importancia. Eu nao vou esquecer.
Prometo a mim mesma.
quinta-feira, julho 28, 2011
Rota das especiarias

Na cozinha ouve-se novamente o tic-tac do relógio de parede. Questiona-se. Fazem-se planos. E torna-se imperativo uma nova viagem até sabores distantes e distintos.
Volta o friozinho na barriga. A curiosidade pelo desconhecido. A vontade inexplicável de absorver cada novo cheiro, cor, textura, sabor. Sei que desta vez vão ser muitas especiarias. Tantas. E é com satisfação que guardo o bloco de notas soltas para novas receitas no bolso… e começo a preparar-me para voltar a ir ver o mundo fora das paredes da minha culinária da vida.
Volta o friozinho na barriga. A curiosidade pelo desconhecido. A vontade inexplicável de absorver cada novo cheiro, cor, textura, sabor. Sei que desta vez vão ser muitas especiarias. Tantas. E é com satisfação que guardo o bloco de notas soltas para novas receitas no bolso… e começo a preparar-me para voltar a ir ver o mundo fora das paredes da minha culinária da vida.
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