
Há algo de agradavelmente surpreendente nesta bebida que se revela à média luz. É discreta, tem classe, envolve o gelo lentamente, quebrando qualquer barreira existente entre os dois compostos. De uma forma estranhamente rápida. Não me deixa inebriada, o que facilita qualquer entrega ao copo, sem pudor. Gosto destas bebidas que não me deixam melancólica… nem com a cabeça à roda. O Martini, em garrafa XL (como tanto aprecio), passou a ser bem-vindo nesta cozinha.
Sem qualquer ressaca, volto a vestir o avental e penso se não deveria voltar a tentar beber água. A sede, essa continua cá.